Nosso mercado está há 30 anos construindo o olho que tudo vê.
O cookie nasceu em 1994 para resolver um problema doméstico: um carrinho de compras que esquecia o que você tinha colocado dentro assim que você mudava de página. Era memória, não vigilância. Alguém precisava que a máquina lembrasse de você entre um clique e outro.
Essa memória de máquina serve, e servia, para enviar uma notificação ao usuário de que ele deixou um produto no carrinho. Logo depois a DoubleClick, em 1999, lançou a primeira versão do que hoje chamamos de retargeting e remarketing, com o Boomerang.
Era memória, não vigilância.
Estamos aprimorando o estudo do comportamento do consumidor desde então.
A falta de regulamento deste mercado acabou levando a estratégias de black marketing, e com isso surgiram as leis de proteção de dados do usuário.
O mercado se construiu para saber como seus consumidores reagiam às suas campanhas de comunicação, e para isso precisou aprender a pedir o consentimento do consumidor.
O ponto cego desta vez está no formato. A pergunta não é como enxergar a mesma coisa que enxergávamos antes do véu. A pergunta é como detectar os novos sinais.
Por enquanto, a maioria ainda não acendeu a luz na sala onde a visita está.
Ricardo Amaral · Brevvi
